sábado, 17 de março de 2018

Silence!

A letter of silence has arrived.

The 20th of March is the anniversary of the day when the only person who was unable to judge me for being who I am, because she was fulfilled with too much love for all her grandchildren, had suffered a stroke and started her eight months of long death. It’s been three and a half months since her passing, but it feels like ten years by now, for the amount of things my head has been through. The year of 2017 was difficult and I did not want to get through it, so that I tried to kill myself at least four times between the end of October and beginning of November, when I was checked into a rehab but soon had gotten myself out because of its inhumane care. Missing my grandmother, who died after a long and failed attempt to recover after her stroke, is the main pain I have now, but it is not the only one: being alone in this pain is also harmful.
Missing a hug or a shoulder to count on from her daughter - my mother - who cares more about turning 65 and officially becoming an elderly woman, so that she could get privileges, is also painful. It's like a sharpened knife cutting deeply into my lungs when I feel my long-term pain being ignored, specially when people are pretending that everything’s fine, that if I’m quiet as I always have been, than I’m fine. It gets even cruel as I watch my mother repeat - after some alcoholic drinks on her system - things that my grandmother used to say as if it was normal and funny, and not being sensitive enough to realise that, in fact, it hurts me because it makes me miss my grandmother even more than I miss everyday.
There isn’t a single week, maybe not even a day, that I don’t think about the time I lost with useless things while my grandmother was sick and dying. There isn’t a single day I regret doing stupid things I did last year, even when I was working on my Master thesis, when I should have spent more time with her instead, even before she went sick. Ever since she passed, there has been not a single day I don’t regret having been checked into that clinic earlier November, one month before her departure, because it was definitely a waste of time. I could be hospitalised these days that I really needed all help possible to at least have a single strike of light and see that things could get better in the end.
But also there is not a single day I get any hope anymore. I have no friends who could lift me up because I’m too damaged to stay up. I also have no lovers. Years and tears of being rejected by those who I loved the most led me to take this issue to the bottom of my list of problems. Yet, it’s still a problem in my about-to-end life.
My favourite singer is also not coming to Rio once again because her shitty producers ignored the five-month-old campaign that successfully gathered Rio Citzens who love her and need her back in town.
I have no job. I skipped an already-lost job interview because I simply couldn’t get out of my place. I selected only few courses this semester so I could go to college just twice per week maximum.
I have no vocation, no will, no mood. And I have no reason to remain alive.
And not even a sincere hug from my family, because, for them, pretending that everything’s fine is the best option. For them, if I’m quiet as usual, then I’m pretty fine, not taking a full box of pills with alcohol when things get out of control, as I have done at least four times in the last year.

I have never ever been fine. And I never will be.

I guess I was right then: while the letter lies written, the substances lies in my system.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Epilepsia I

Não sei quando foi que isso passou a ser um diário da minha vida. Não sigo regras. Não leio contos alheios. Só escrevo.
E dou spoilers: tenho epilepsia.

Não, não marquei consulta com Dr. Google. Apenas li textos alheios e fiz as contas. Estou em um limbo de um resultado de exame e uma consulta que provavelmente em nada vai dar. É o enxame de traças da medicina brasileira nos atacando: há possibilidade de da doença x existir, mas sei diagnóstico é lento quanto uma lesma.

Minha avó se foi assim.
Um biólogo quadrante qualquer deu o diagnóstico dela dois segundos após vê-la no chão. O médico, 20 horas depois.
A infecção chegou ao pulmão semanas antes da sua morte. Amadores disseram "é gases”.

É, vó... seu neto que nunca conseguiu entrar pra escola de medicina, que não gostava de te pedir a benção quando era criança, que não iria para a escola sem seu telefonema matinal... esse mero biólogo estúpido pode ter epilepsia.
E os pais deles já sabiam. A partir de tal momento, largaram-no no mundo e não esperaram por retorno.

Fico feliz que você não esteja aqui para ver mais uma fase do meu eterno sofrimento começar, vó. Fico na esperança de que você esteja mesmo em paz e de que tudo que acreditei sobre a inexistência do pós-vida esteja errado.

Ha muitas vidas inocentes neste planeta que precisam de sua força. Vá com elas. Por tudo que fiz, pensei e planejei, não mereço misericórdia nas próximas crises.

Esse é meu trabalho.

domingo, 14 de janeiro de 2018

It’s Not A Choice

Sunday night.
Dinner time.
A Netflix’s show to watch.
Mother says "Maybe it wasn’t what he wanted”.

What he wanted.

I collapse.

Just mentally, unfortunately.
I wish I could have really fainted and then be taken to some hospital, cemetery or wherever it is that’s far, far away from there.

They are here, right now, in front of my very eyes.
My own family still believes it’s a choice.
That it’s what it is because we want it to be.

I’m out of words.
Out of thoughts.
Out of will.

If you’re reading this and if you have ever believed on me for at least one single second in your time, please, make sure that, when I’m finally gone (which will be very, very soon) tell them these simple four words:

IT IS NOT A CHOICE.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Testamento - II

And suddenly I felt that quick glimpse. A glimpse of pure hope.
Not a hope that continuing to stay alive would make things better, but the hope that, in death, I might find my universe.
The universe I’m in every time I dream of. The universe I have control of my actions, my powers, my very self.
The universe where I know what wellness is.
So this is it.
I’m throwing myself into this long-way journey to find it among the nothingness.
I’m needed there, and I’m repulsive here.
The story ends. But the song never stops.

Testamento - I

Vocês já sabem como sou. O que sou. O que tenho e o que não posso ter.

Novidade: estou além de ajuda. Beyond help. Não há formas de ajuda que eu conheça que possa me fazer "me sentir bem” por tempo suficiente para eu dizer "estou bem”. Perdi toda força que tinha com a perda da única pessoa que nunca me fez ter vergonha de mim mesmo.

Perdi as forças.

E não é uma simples expressão verbal tal como "tenho que ter” que vai trazê-las de volta. Meu tempo está esgotado.
Toda noite, tomo uma dose de remédio a mais da noite anterior, às vezes misturada com outras doses, às vezes com álcool, às vezes tudo de uma vez.

Motivo?

Esperança de não acordar no dia seguinte. Aprendi a deitar, fechar os olhos e ignorar tudo que está a minha voltar, sem mexer voluntariamente um músculo se quer. Aprendi a estar morto. Só falta, de fato, morrer. Aprendi a me manter no sono por muito mais tempo, mesmo tendo noção das horas verdadeiras. Mesmo sabendo que as 9h da manhã, quando o sol começa a esquentar muito a cortina do meu quarto e o ar condicionado não tem tanto efeito, devo continuar meus sonhos e voltar para a caixa da minha mente onde não sou atingido por dor ainda. Onde a minha avó está viva e eu tenho certeza de que está feliz. Onde eu estou feliz.

E bem.

Tento dormir por mais de doze horas por dia. É mais que a metade da duração total de um dia. O que significa que vivo menos da metade da minha vida até então.

Não tenho mais esperanças no tratamento psicológico que tinha com a psicóloga, embora acredito que ainda não seja a hora de deixá-la de lado.

Não quero voltar ÀQUELA clínica. Mas não disse que não queria tentar outro ambiente.

Só quero esquecer desse mundo e quero que ele me esqueça. Não uma coisa ou outra. As duas.

Porque não é fácil. E ninguém me disse que seria.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A Spell to Nothingness - part III

Step 3: Take everything. If ir doesn’t work, take it in double, triple or how many times you think it should work.
And always remember: there’s no worse pain than this one.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A Spell to Nothingness - parte II

Step 2: Remember that thay of the week you’re most productive? Exactly! Do not be productive on that day. Do not do a single great thing on that day. Don’t amswer important messages, don’t seek important ressearch. Just stay on your bedroom all day long, without eating, without drinking... like you’re in coma or something.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A spell to Nothingness

Step 1: While listenning to your favourite musicians’ newest releases, slowly step away from those you don’t have a single chance to be with.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Little Patterns

Não quero ter que lutar contra o que o padrão de beleza imposto pela sociedade moderna. Não quero perder energias gritando para os infinitos cantos do vento que todas essas regras estão erradas. Não quero ter que levantar minha voz para mostrar que existo e que mereço ser feliz pelo simples fato de eu ser. Não quero apontar, cultivar, destruir, cortar, chorar, cair, levantar, empurrar, subir, segurar e largar.

Só quero viver, feliz. E em paz.
Não sou um padrãozinho.
Eu os curto.
Eu os quero.
Mas não quero ir atrás.

Não posso.

Os sonhos e planos que tenho podem tornar essas regras irrelevantes. A expansão da mente, a criação da Morte e a mudança de cultura podem ser formas distintas de me levarem até o nó inevitável do meu laço do destino. E, nele, os padrãozinhos são simples pontas soltas, que até então não puderam ser encaixadas na corda principal.
O que nos resta?

sábado, 14 de outubro de 2017

I am ready to become Death

Temptation.
Agoraphobia.
Sinner.

The true self of mine has been surviving all of this. Yet, not ready to continue I am.
I shall make the last melody of us.
Nothing can scape the preciosity of being gone.
Forever.

The guardians of life itself apologise the living. And the dead outnumbered them.
I shall give up this one more life to live away from us.
And nothing will be forgotten forever.

What makes us go into the light when there’s plenty of darkness outside the window. The eagle flew its last flight all by itself. The strongest of apes wasn’t as strong as it was expected.
And nothing will be forever gone into darkness.

I shall now become Death.
Death, the one who lives all lives to be there when they end.
Death, the last chevalier to walk while there’s still life.
Death, the beginning of the end of all.

And that’s how it started.