sexta-feira, 25 de julho de 2014

Doors of Death

What is really necessary to have on a night like this? We don't actually know. Maybe, if it's still possible, we might never know.

We don't talk. We don't seek. We don't listen to what can or could have been yelled before. No, we make our own paths through the Doors of Death.

Yes, we do.

But what, from Seven Heavens alike, would I have done there myself? Why should I go alone? Why can't I scream so loud and strong that only the ears of the greatest gods could barely hear it?

The answer again is no. Not a simple drop of water will change things. Not a single fix point on space and time will make ourselves the very same people we used to be. No, darlings. Not again.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Memo

Nunca, nunca devemos esquecer que a hipocrisia e a falsidade estão tão impregnadas nas nossas bases nitrogenadas quanto os próprios átomos.
Jamais!

Inteligência - parte II

Às vezes não entendo como o mundo pode ser irônico.
Irônico a ponto de criar um sentido para sua própria ironia.
Irônico a ponto de definir-se inteiramente a sua vontade.

Como pode um ser se sentir sujo quando pratica o mais belo amor
E se sentir limpo quando brinca com a mais suja lama?
Como pode um homem não aceitar o que acontece na vida alheia
E ao mesmo tempo defender impetuosamente a sua?
Como pode uma critura ser tão mesquinha a ponto de querer, poder e conseguir o mais intenso dos prazeres, na mais repulsiva sujeira e, ao mesmo tempo, marcar e defender seu território contra o que é belo?
Por que não abrir os olhos?
Por que não se livrar de toda essa angústia inamparada de uma vez por todas?
Por que ter a necessidade de criar um motivo, mesmo que banal, para se defender ou se sentir igual a todos os que não prestam?

Não entendo.
Não se entende.

Foi-se o tempo em que a moral não era relevante para a prática da vida.
Talvez fosse mais fácil viver em tempos de disfarces.
Nesses, assim, a regra era dada e todos simplesmente tinham de seguí-la.
Não precisava ser intolerante.
Era natural.

A rebeldia, no entanto, não se mostra agora necessária.
Seja como for, sempre poderemos recorrer aos primeiros raios de sol da manhã
Logo após sentirmos o mais doce aroma de café fresco.
Essa sim é a dádiva divina.

domingo, 20 de julho de 2014

Boa noite

Um "boa noite" não significa que realmente lhe desejo uma boa noite.
Não significa que quero que sua noite seja maravilhosa.
Não significa que quero que tenha bons sonhos, e que por "bons" quis dizer "que eu esteja nele".
Não significa, ainda, que toda a felicidade do mundo se concentre apenas em você na sua noite.

Um "boa noite" também não significa uma consequência de boas regras sociais sendo seguidas.
Não significa que fui educado e que demonstro me importar pela forma de como passará sua noite.
Não significa que minha gratidão para o mundo está em minhas mãos, repletas de compaixão e sociabilidade, a qual escolhi exercer nessa noite.
Não significa, ainda, uma necessidade de se igualar ao contexto vivente por meio de repetição de gestos e palavras copiadas de um livro vazio.

Um "boa noite" não significa um apelo para que a reciprocidade incógnita seja manifestada que eu receba em troca o mesmo profundo "boa noite".
Não significa que tenho uma difícil necessidade de obter o verdadeiro por meio da negação do falso.
Não significa, ainda, que tudo o que desejo, no fim, é que eu tenha, de fato, uma boa noite.

Um "boa noite" significa, simplesmente, "boa noite".
E nada além disso.

sábado, 19 de julho de 2014

Brasileiro

Nunca disse que eu era brasileiro.
O fato de eu ter nascido no brasil não me torna brasileiro.
Me torna apenas um prisioneiro, intrigado pela impossibilidade de sair e ir para sua casa, de se identificar e de se reconhecer no meio de uma nação ou pátria.
Nunca disse que amava esse país.
De fato, não o amo.
Não me reconheço como integrante daqui.
Não me sinto amado, honrado, respeitado, pacificado.
Muito pelo contrário.

Por isso, caros colegas que aqui vivem e aqui gostam de viver,
Jamais me chamem de brasileiro.
Porque aqui não pertenço e nunca pertencerei.

Poder - parte I

Todo poder que tenho não passa apenas de um começo.
Uma nova era guardada para si e para todos.
O trabalho de um homem que varre as míseras mechas do mar da vida e da morte.
O som do silêncio, capaz de enlouquecer até mesmo os mais profundos surdos e os mais corajosos mudos.

Toda lembrança que crio é uma simples loucura nos pés da humanidade.
Um insulto gritante às regras da sociedade.
Um desejar profundo, tão profundo que não é possível contar com os próprios dedos.
Uma memória.
Um fragmento.
Um sorriso.
Uma brisa.

Mas de que adianta ter que fugir das rédeas sangrentas do destino, se não há quaisquer ordens restantes a seguir?
De que adianta ter que procurar o que resta, se ainda não houve começo?

O que digo, caros colegas, é que a solidão intensa, a ingratidão obscura e a saudade eterna podem nos levar a um bosque de loucuras infinitas, presas na caixa do tempo e do espaço.
Ou, simplesmente, à morte. 

Por isso, todo poder que tenho não passa, inevitavelmente, de uma simples e eterna lembrança.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Respostas

Sim, eu respondo.
Porque tenho uma boca.
Sim, eu respondo.
Porque tenho voz.
Sim, eu respondo.
Porque tenho um cérebro.
Sim, eu respondo.
Porque tenho uma mente.
Sim, eu respondo.
Porque tenho ideias.
Sim, eu respondo.
Porque tenho vontades.
Sim, eu respondo.
Porque tenho prazeres.
Sim, eu respondo.
Porque tenho ambições.
Sim, eu respondo.
Porque tenho o poder.

Sim, eu respondo.
Porque eu quis.
E ponto final.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pra que?

Pra que responder se pode simplesmente ignorar?
Pra que dar uma luz para um cego completamente perdido na escuridão causada por você se pode simplesmente deixá-lo tropeçar e arriscar sua vida?
Pra que se esforçar tanto, mas tanto, ora apertar uma única tecla de pode simplesmente não apertar e deixar pra lá?
Pra que ser prático se pode simplesmente deixá-lo em tanto suspense?
Pra que ser educado se pode simplesmente ser um idiota?


Pra que, se isso, de fato, não reflete na minha vida?


Por nada.

Hipocrisias

Ahh, como é doce a hipocrisia dos anjos
A cegueira dos fiéis,
A grosseria dos santos.

Ahh, quão linda é a falsidade dos padres,
A loucura dos deuses,
E a tirania das madres.

Não temos tempo pra comuns ajustes.
Não me venha com falsos profetas.
Não banalize a perfeição.

Talvez um dia é possível entender.
Que um bom exemplo de superação
Está nos olhos de quem vê.

Simples questão...




...E quem disse que o Universo precisou ter sido criado por algo ou alguém?

Inteligência - Parte I

Foi-se o tempo em que o único fator essencial para a conquista de um campeonato era o jogo e somente ele.

Sentiremos "saudades".

Reciclagem

O que aconteceria se,
Em uma bela madrugada fria de inverno,
Em um belo tempo de tédio,
Sob efeito de analgésicos distintos,
Ouvindo os mais altos sons do silêncio,
Eu resolvesse reciclar esse blog?





Nada.