quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Another War

Not everything we see defines reality.
Not everything we do comes with dignity.
Neither can we destroy stupidity
With several rules of our community.

And another war begins.

Different people.
Different age.
Different language.
Same War.

And the word thing about being in a War
Is choosing the side you ought to be.
Because there's no piece without one
And there's no War without the other.

domingo, 10 de agosto de 2014

Ode à raiva

Ô raiva, por que me consumiste de tal forma que não me deixas mais cobrir meus próprios sentimentos?
Por que quiseste que eu revivesse momentos há tanto esquecidos, enterrados na densa e infinita areia do tempo?
Por que empurraste nossos ventos para o Leste e deixaste que a sombra da divina luz cobrisse o Norte invés do Oeste?
Por que tiraste meu sono com suas rédeas venenosas e ao mesmo tempo tão poderosas?

Diga-me com toda sinceridade
Ou com toda raiva
Que possuías em toda a superfície:
Por que, de uma vez por todas, não me deixaste nessa falsa paz que há muito se fala?

Infância - parte I: pequenas Lembranças

Queria ter uma família normal.
Por normal, digo aquela que cansava de ver nos desenhos animados quando me deitava para dormir, logo após o jantar ou quando ligava a televisão após acordar tranquilamente cedo, mas belas manhãs de sábado.
Queria um pai centralizado, uma mãe completamente amorosa, uma irmã indefesa, um cachorro brincalhão.

Queria ser um super-herói ocultado, um agente secreto disfarçado, um cientista dotado, um ser muito bem falado.
Queria uma amizade verdadeira, um jogo sapeca, uma aprendizagem que durasse para a vida inteira, carrinhos ou bonecas.
Queria viver eternamente no mundo mágico que criava a cada dia, vencer o mal com um sorriso apertado, partir para uma aventura que não tardia, deitar sob um céu estrelado.

Queria sentir o horizonte sob os últimos raios de sol, estar em todos os lugares, observar o distante farol, navegar em todos os mares.

Mas dentre esses sonhos, vivi a vida. Despertada de um longo sonho e (des)provida de aventuras. Uma linha. Um círculo. Uma continuidade, sob a sombra do infinito e a luz do nada.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Poder - parte II: A visão.

Muitos não sabem, ou não entendem, ou não se importam, mas eu sou um dos únicos seres humanos que ainda anda na Terra e que possui poderes.

É um poder inusitado que, de certa forma, ainda não me trouxe um benefício grande. As vezes penso se esse poder é uma dádiva ou uma maldição. Talvez um pouco das duas coisas. Ou talvez nem seja, de fato, um poder.

Tenho a capacidade de enxergar o amor entre as pessoas. Não um amor fraternal, maternal, paternal. Mas o amor platônico, a paixão profunda, o ato de amar alguém tão profundamente que o indivíduo garante estar disposto a passar o resto dos seus dias ao lado desse parceiro. Vejo isso nos olhos, nos ouvidos, na boca e nas maos dos indivíduos. É simples e claro, numa linguagem tal que eu nasci sabendo como lê-la.

Entretanto, isso não me trouxe benefícios. Não houve, em mais de duas décadas de vida até então, uma sincronia necessária dessa linguagem entre eu e outro indivíduo.

Será que é mesmo necessário?
Será que isso é um poder, de fato?

domingo, 3 de agosto de 2014

Loneliness - parte I

Estar sozinho é, na verdade, uma dádiva.

Nesse caso, as chances de se estressar com a presença, com o comportamento e/ou com a atitude inesperada de alguém são completamente nulas. É um incrível e único momento de reflexão e sabedoria é de estar na companhia da melhor pessoa do mundo: si próprio. É a hora de ter poder, estar no poder, de ser o poder.

Estar sozinho, portanto, é a melhor vontade que uma mente brilhante pode ter e a melhor virtude que uma alma pode querer.

sábado, 2 de agosto de 2014

Inteligência - parte III: O que é a Hipocrisia?

As vezes não sei se exagero quando falo que a hipocrisia humana passa dos limites. Talvez eu mesmo não tenha limites. Ou talvez a própria hipocrisia não tenha limites porque, por ser algo completamente abominável, não devia primeiramente nem ter existência, muito menos limites.

É tão raro encontrar outra alma perdida que entenda meus pensamentos. Ou talvez não seja raro: seja simplesmente impossível.

E é mais curioso ainda como analgésicos podem despertar a mais oculta força das palavras na alma. E, por outro lado, em outros humanos, mostrar a verdadeira face por tanto oculta: a face hipócrita.

Preferia um etanol.

Ou não.

Preferia o mais natural estado de espírito que pudesse revelar, encontrar, possuir. Queria estar presente em todos os cantos, com todas as informações disponíveis e o poder das palavras.

No fim, entretanto, o que me resta é o poder mais poderoso dentre os poderes: O Nada.