domingo, 10 de agosto de 2014

Ode à raiva

Ô raiva, por que me consumiste de tal forma que não me deixas mais cobrir meus próprios sentimentos?
Por que quiseste que eu revivesse momentos há tanto esquecidos, enterrados na densa e infinita areia do tempo?
Por que empurraste nossos ventos para o Leste e deixaste que a sombra da divina luz cobrisse o Norte invés do Oeste?
Por que tiraste meu sono com suas rédeas venenosas e ao mesmo tempo tão poderosas?

Diga-me com toda sinceridade
Ou com toda raiva
Que possuías em toda a superfície:
Por que, de uma vez por todas, não me deixaste nessa falsa paz que há muito se fala?

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