segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Poder - parte II: A visão.

Muitos não sabem, ou não entendem, ou não se importam, mas eu sou um dos únicos seres humanos que ainda anda na Terra e que possui poderes.

É um poder inusitado que, de certa forma, ainda não me trouxe um benefício grande. As vezes penso se esse poder é uma dádiva ou uma maldição. Talvez um pouco das duas coisas. Ou talvez nem seja, de fato, um poder.

Tenho a capacidade de enxergar o amor entre as pessoas. Não um amor fraternal, maternal, paternal. Mas o amor platônico, a paixão profunda, o ato de amar alguém tão profundamente que o indivíduo garante estar disposto a passar o resto dos seus dias ao lado desse parceiro. Vejo isso nos olhos, nos ouvidos, na boca e nas maos dos indivíduos. É simples e claro, numa linguagem tal que eu nasci sabendo como lê-la.

Entretanto, isso não me trouxe benefícios. Não houve, em mais de duas décadas de vida até então, uma sincronia necessária dessa linguagem entre eu e outro indivíduo.

Será que é mesmo necessário?
Será que isso é um poder, de fato?

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