segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Onipresentes

É difícil. Muito difícil.
Em cada passo que dou parece que existe uma força muito maior que me empurra para trás.
Cada porta que se abre três ou mais janelas de fecham. E cada janela que se abre, todas as portas se cerram.
Ninguém, porém, havia me dito que era fácil. Ninguém havia me dito que todo seria uma bela de uma maravilha. Havia tratos. Havia lareiras, mas não havia razão.
Às vezes, eu me vejo num lugar muito mais alto, como um um pico da mais alta montanha que existe, observando cada ser lá embaixo. Como se eu estivesse em vários lugares ao mesmo tempo, criando ou projetando imagens, ouvindo sons, sentindo sentimentos... Onipresente.
Mas a presença, onde quer que eu esteja, não é suficiente para me fazer completo. É trágica, como uma rosa, que nasce tão bela num mundo tão escuro que mal sabe que terá um triste e amargo fim. 
Ela nasce para morrer. Todos nascemos para morrer. Onipresentes. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário