sábado, 30 de janeiro de 2016

Over

It's simple.

It's over.

There won't be any other calls, messages, attempt to reconstruct a friendship. 

Because friendships hurt, specially when they're not supposed to take place for a romance.

Everyone should know that I'm the one who could make him better. That I could be the best for him. That we could be the best.

But no one cares anyway. Because it's over.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ano 22

O ano 22 foi cheio de reflexões.

Senti coisas suficientes para preencher uma vida humana inteira, mas ainda faltou aquela felicidade que todos procuram e sortudos são aqueles que a encontram.

No ano 22, houve o pior dia da minha vida, mas não foi o suficiente para ser o pior ano até então. Surgiu uma luta na qual ainda me encontro e diariamente pareço mais evoluído, sabendo-se que evolução não necessariamente significa ganhos, fortalecimentos, melhorias, avanços.

Falta muito?

Inseguro

Ainda estou inseguro.

Desde os últimos grandes eventos, ainda sinto uma forte insegurança dominando todas as moléculas do meu ser, o que me impede de experimentar quaisquer outros sentimentos em quaisquer outros contextos; exceto o medo.

Às vezes surge uma pequena pontada de raiva por ser obrigado a me conformar com essa situação e pela negligência por parte daqueles que jamais deveriam ser negligentes.

No fundo, somente desejo ir para casa, pois minha casa já não se mostra como a casa que eu tinha.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A poem

The cloudy sky just opened itself to tell us the Moon is here.
Now I wonder who's gonna take the candles away so the Church could finally deliver the sky and stars from up above.
As I walk into my gracious pain, the grief and loneliness stab my heart with a shiny little thunder that wakes the Bears out of their bed.
Hope is the only thing I've got.
And by hope we mean our natural right to see the dust among the stars far, far away from here.
Unattached by its surface.
How long it takes us to find luck again?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Esse não

Esse não não é como os outros nãos.

Já existiram vários. Um atrás do outro. Muitos implícitos, outros tantos explícitos. Outros foram lidos conforme o tempo ensinava. Incontáveis.

Mas esse não é diferente. É asqueroso, traiçoeiro, perigoso como um humor negro. Ele engana e finge que não escuta. É triste.

Esse não vem devagar, desde o início dos tempos, sempre estando bem ali e sem ser percebido, mais oculto que um ninja bem treinado sob uma máscara conhecida. Esse não é longo, perpétuo, carrasco, infinito.

E, por isso, esse não causa profundas feridas que só são percebidas depois de muito tempo abertas, tocadas e lascadas. Esse não machuca. Esse não causa dores intensas e longas, porém inconstantemente ondulares, pois se torna necessário aquele pouco de falsa esperança para que a intensidade da dor seja muito bem aproveitada.

Esse não é triste e infinito; e aqui perpetuar-se-á para todo o sempre.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Um bom amigo

Aceitem, eu não sou um bom amigo.

Não me importo com 87,5% das pessoas que conheço e tenho desejos muito sinceros de que o fim da humanidade chegue o mais rápido possível. Sou totalmente contra a ideia de antropocentrismo e me revolto toda vez que um simples Homo sapiens qualquer acha que está no topo de alguma cadeia ou filogenia e que isso lhe dá direito de governar sobre aquilo que não lhe pertence.

Não sirvo para escutar as pessoas e dar bons conselhos, principalmente quando não tenho a capacidade de seguir esses mesmos conselhos ou, ainda, quando a inveja por não ter tido as diversas oportunidades que o aconselhado teve cobre toda e qualquer forma do meu raciocínio.

Tenho dúvidas quanto à existência ou não de uma necessidade de eu ter amigos aqui e ali, de vez em quando. Alguns são necessários, outros não passam de uma obrigação social ou fingimento; porque, novamente, não me importo.

Por isso, não posso ter o (des)prazer de ser sempre aquela pessoa a se recorrer quando se tem um problema pessoal, social, amoroso, econômico. Isso me atrapalha e entra em conflito com meus poderes.

Não me peça para ser seu amigo, quando quero algo muito mais que isso.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Não escrevo

Eu não escrevo para fulano, nem para siclano, nem para beltrano. Não escrevo para Johns Doe e nem Janes Doe. Não escrevo para ele, nem para ela. Também não escrevo para você.

Eu apenas escrevo. Sem complementos diretos ou indiretos.

Prisioneiro

Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 2007
Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 2013
Rio de Janeiro, 5 de agosto de 2015

Prezados,

Sinto-me como se estivesse infinitamente preso em uma fortaleza. O condominio é a montanha. O apartamento é o castelo. Meu quarto é minha prisão e minha cama é minha cela.

A rua é o principal lugar errante, palco de diversas perdas vitais e (i)morais, onde tudo de bárbaro e agonizante em uma épica história pode acontecer. Os ruazeiros são os vilões, carregando em seus bolsos tudo aquilo que possa sugar para sempre a felicidade alheia, sem deixar qualquer vestígio a ser aproveitado.

Todo dia, uma carruagem me leva e me busca na aldeia, de forma que eu possa fazer meus afazeres, fingindo alegria para o povo, fingindo estar tudo bem.

Quero ir para casa.

Mas aqui é minha casa. Por mais de duas décadas serviu como lar, como refúgio, como alívio nas situações bruscas vividas há milhas daqui. Mas ninguém me disse o que fazer quando tais situações chegam e se prendem a este lugar. Ninguém me disse o que fazer quando os pesadelos, os infernos e as profundas escuridões pairam por aqui e por aqui permanecem pairadas por um tempo literalmente indeterminado.

Senhor? Senhora? Vossa Excelência? Natureza? Alguém a me dar dicas?

Atenciosamente na espera,
TK

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Recomeçar de novo

Não.
Deixe-me.
Não quero ter que acordar hoje e depois dormir sabendo que tenho que acordar amanhã e novamente dormir sabendo que tenho que acordar no dia seguinte.
Não quero parar meu nada pra seguir a vida fazendo o nada de outro alguém.
Dê-me um motivo, daqueles capazes de mudar irrevogavelmente para melhor a vida de um ser.
Ou me deixe.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Longo tempo

Fitando a luz roxa que estava bem ao lado e tão distante, foi-se, no escuro, um longo tempo que não quero deixar registrado.
Não dessa vez.

Cura

Quando a dor puramente física incomoda qualquer ação ou reação, sua cura não jaz junto aos encantos da mente de caniforme.
Nem jaz sob os olhares singelos, envolventes e apaixonantes, retirados de apenas uma imagem conhecida.
Ela também não canta, não se compadece nem dança sobre as colinas do passado. Ou nas luvas suadas depois de um longo crepúsculo sobre lutas.
Ela está no acaso.
No incerto.
Naquilo que não se sabe, que se duvida, que não se identifica; mas que, em todas as noites, tardes e manhãs, não para de pensar sobre.