domingo, 17 de janeiro de 2016

Um bom amigo

Aceitem, eu não sou um bom amigo.

Não me importo com 87,5% das pessoas que conheço e tenho desejos muito sinceros de que o fim da humanidade chegue o mais rápido possível. Sou totalmente contra a ideia de antropocentrismo e me revolto toda vez que um simples Homo sapiens qualquer acha que está no topo de alguma cadeia ou filogenia e que isso lhe dá direito de governar sobre aquilo que não lhe pertence.

Não sirvo para escutar as pessoas e dar bons conselhos, principalmente quando não tenho a capacidade de seguir esses mesmos conselhos ou, ainda, quando a inveja por não ter tido as diversas oportunidades que o aconselhado teve cobre toda e qualquer forma do meu raciocínio.

Tenho dúvidas quanto à existência ou não de uma necessidade de eu ter amigos aqui e ali, de vez em quando. Alguns são necessários, outros não passam de uma obrigação social ou fingimento; porque, novamente, não me importo.

Por isso, não posso ter o (des)prazer de ser sempre aquela pessoa a se recorrer quando se tem um problema pessoal, social, amoroso, econômico. Isso me atrapalha e entra em conflito com meus poderes.

Não me peça para ser seu amigo, quando quero algo muito mais que isso.

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