segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sem sentido?

Hoje quero contar uma história. Talvez não faça sentido algum, mas uma história que venha a aumentar o nível de captação e glória da irmandade e emancipa ainda mais os desprezíveis valores da humanidade. Quero lhes dizer que o mundo não roda pelo próprio valor não dito. A informação transcende o caminho da lembrança naquele que vive a mais gloriosa Glória das glórias.

Um violoncelo estava só no meio do caminho, em cima de uma pedra que podia ter marcado, um dia, o destino de grandes nações. Mas o violoncelo estava apenas ali, fazendo seu dever de confiança, o que lhe tinham passado desde o seu berço. Era como um sonho. Como uma aventura gelada no meio de uma multidão triste.

Embora talvez seja impossível para um humanóide sentir ar naquela região, o som era como um andar infinito sobre as ondas do tempo perdido. Trazia, ao mesmo tempo, fé e desconfiança, verdade e emoção, magia pura. Todas as formas de vida, se ainda tivessem a honra de demarcarem sua longa existência, talvez não teriam tanta aptidão para interpretar aquelas notas, que vagavam em círculos sobre os limites do infinito.

O roedor ainda caminhava sobre as pontes mais amplas do universo, tentando se desviar de balas de canhões fechados sobre o fundo do oceano perdido. A vida é curta, meu caro, mas completa o suficiente para lhe escrever dezoito bilhões de anos com tinta cósmica sobre um papel laminado. E todo dia, o ventilador se sustenta em círculos enquanto fujo de minhas próprias raizes tão escuras quanto a neve nórdica.

E o mais amargo dos doces é aquele feito do que não possui história.